28/08/2013

O reboco/El revoque

Eu acho que é normal, quando se está envolvido num projeto que exige envolvimento emocional, físico e financeiro, haver momentos de insegurança, desvios ou tropeços. Os desafios são constantes. Mas quando a gente quer uma coisa de verdade, o Universo contribui para tudo voltar nos eixos. Foi isso o que sentimos na semana passada.

A grande decisão era sobre o reboco ou a terminação das paredes de adobe, sobretudo para proteger nossos queridos tijolos.

Estamos em uma fase em que queremos ver a casa pronta de uma vez. Queremos nos mudar. Queremos gastar pouco. Sabe aquele momento que você está quase no cume da montanha, mas está tão cansado que é capaz de desistir?

Pesquisamos sobre as alternativas do reboco com terra. Fizemos uma tentativa: terra, areia, grude, óleo de linhaça, leite em pó. No dia seguinte caiu tudo. Eu estava bastante insegura com o reboco natural, e para ajudar, o tio Sidnei ODEIA rebocar. Então começamos a pensar em outras alternativas. Pensamos em lixar todas as paredes e depois passar um impermeabilizante. Mais uma vez saímos a pesquisar e quase fechamos nesta solução. 

Outro dia, estávamos conversando no balcão do bar a respeito de comprar ou alugar uma lixadeira, para "facilitar" o trabalho. Ao nosso lado, havia um pedreiro que ouvindo a conversa, nos propôs fazer o reboco, por um bom preço. Ele dizia que em três semanas teríamos a casa inteira rebocada, sem rachaduras, paredes aprumadas e prontas para pintar. De um lado, minha cabeça me dizia: Sim, sim, vamos acabar logo com isso. Do outro, meu coração dizia: não fuja do foco, isso não deve ser nada ecológico... Olhei para o Gonzalo, que devia estar pensando/sentindo a mesma coisa que eu e acabamos topando. No dia seguinte fui à loja de material de construção comprar o tal impermeabilizante que o Sr Pedreiro iria usar na massa de terra. Assim que coloquei aquelas caixas no carro, o cheiro do produto me entorpeceu. Levei tudo até a obra, com o coração na mão.

O pedreiro se pôs a trabalhar. Pedi para que ele começasse com a parede dos fundos (caso eu me arrependesse no meio do caminho, não seria tão trágico). No final daquele dia, fui ver o resultado. Não gostei, estava FEIO, a parede toda rachada, cheia de imperfeições. Mas ele me garantiu que aquilo era o grosso, que faria a terminação. No final do dia seguinte, apareci outra fez, e o reboco estava liso, mas todo rachado, e em algumas partes ameaçava cair. Não! definitivamente aquela não era a solução para a nossa parede de adobes! Liguei para o Marcelo Bueno, nosso arquiteto guia. E ele me tranquilizou e passou uma receita simples: areia, terra e grude de farinha branca. Mandou eu fazer uns testes com diferentes quantidades de areia. 

No sábado de manhã, um sol de rachar... qualquer parede! Gonzalo foi dar aula, o pedreiro não apareceu e eu fui na casa tentar fazer os tais testes. Do outro lado da cerca, no sitio vizinho, umas vinte vacas me olhavam com aquele olhar de paisagem. E me lembrei do esterco! A abençoada bosta de vaca! Peguei uns baldes, umas bolsas plasticas e fui para o pasto recolher o coco das vaquinhas. Estava tudo bem fresquinho, com aquele cheiro tipico. Peguei uns 100L. Nem queiram imaginar como fiz para carregar tudo aquilo, no final do dia parecia que também havia saído de dentro da vaca. Meu estado (e cheiro) deploráveis, mas a alma contente. Á tarde, enquanto o Gonzalo e o tio Sidnei faziam as instalações de água, fui testar as misturas. Reboquei um pedacinho de parede. Depois outro ao lado. Depois de uma hora, já estava tudo seco. O primeiro teste (1:1) estava perfeito, duro como pedra, como Marcelo tinha me dito, o segundo teste rachou muito pouco. Fiz mais da mistura e fui rebocar uma parede de dentro com o Gonzalo. Ficou LINDO! 

No dia seguinte, o pedreiro apareceu, mostrei o reboco e ele ficou de boca aberta. Me perguntava "que negócio de grude é esse?". Passei a receita e deixei ele trabalhando em outra parede. Ainda sim, parece que ele não confiou muito, porque a parede dele rachou inteira. Hoje, quando ele vier, vou ensiná-lo mais uma vez como é que se reboca :-)

Enfim, quase caímos na conveniência do convencional. Mas estou feliz pelo "quase". Devolvemos todas as caixas de impermeabilizante fedido e compramos um monte de saco de farinha para o grude.

A receita final para o nosso reboco é: 
1 carrinho de areia
1 carrinho de terra
1 balde de grude (cola de farinha branca). 
1 balde de esterco fresquinho

lado esquerdo/izquierdo->2:1 - lado direito/derecho->1:1
Depois de rebocar, alisamos o barro com um pedaço de jeans molhado/ Después de hacer el recoque, alisamos el barro con un pedacito de jeans mojado


Creo que es normal cuando se está involucrado en un proyecto que requiere dedicación emocional, física y financiera, tener momentos de inseguridad, desvíos o pasos en falso. Los desafios son constantes. Pero cuando queremos algo de verdad, el universo ayuda a que todo vuelva a encarrilarse. Eso es lo que sentimos la semana pasada. La gran decisión estaba en el revoque de muros de adobe, sobre todo para proteger a nuestros amados ladrillos. Estamos en una etapa en la que queremos ver la casa lista. Queremos mudarnos. Gastar poca plata. Investigamos las alternativas de revoque de tierra. Hicimos un intento: tierra, arena, pegamento, aceite de linaza,  leche en polvo. Al día siguiente todo se cayó. Yo estaba muy insegura con el revoque natural, y para empeorar, tío Sydney ODIA revocar. Así que empezamos a considerar otras alternativas. Pensamos en lijar todas las paredes y luego pasar un impermeabilizante. 

El otro día estábamos hablando en la barra del bar sobreo alquilar una lijadora, para "facilitar" el trabajo. Cerca de nosotros habia un albañil que escuchó la conversación y nos propusimos hacer el yeso por un buen precio. Dijo que en tres semanas tendriamos la casa entera lista, sin grietas, paredes lisas y listas para pintar. Por un lado, mi cabeza me dijo: Sí, sí, vamos a terminar con esto. Por otro lado, mi corazón decia:  no salgas del objetivo, eso no debe ser nada ecologico... Miré a Gonzalo, que seguro pensaba/sentia lo mismo y acabamos aceptando.

Al día siguiente fui a la ferretería a comprar el sellador de tal marca que el señor Albañil usaría en la masa de tierra. Así que puse las cajas en el coche, el olor del producto casi me mató. Llevé todo a la obra con la mano en el corazón. El señor Albañil se puso a trabajar. Le pedí que empiezara con la pared posterior (si me arrepientiera, no sería tan trágico). Más tarde fui a ver el resultado. No me gustó, estaba feo, todo agrietado, lleno de imperfecciones. Pero él me aseguró que estaba grueso todavia,  que haría la terminación. Al final del día siguiente, pasé por la obra otra vez, y el revoque estaba liso, pero todos agrietado y en algunas partes amenazaba caerse. No! Definitivamente no era la solución para nuestras paredes de adobe!
Llamé a Marcelo Bueno, nuestro arquitecto guía, y él me tranquilizó y me pasó una sencilla receta: arena, tierra y pegamiento de harina blanca. Me dijo que deberia hacer algunas pruebas con diferentes cantidades de arena. 

El sábado por la mañana, el sol estaba fuerte. Gonzalo fue dar sus clases, el albañil no vino y yo estaba en la casa tratando de hacer las pruebas. Al otro lado de la cerca, en la hacienda vecina, unas veinte vacas me miraban con esa mirada de paisaje. Y me acordé del estiércol!La bendecida bosta de vaca! Agarré baldes, bolsas plásticas y fui a recoger la caca de vaca en el pasto. Todo estaba bien fresquito, con ese olor típico. Cogí unos 100L.  Mi estado (y olor) deplorable, pero el alma feliz. Por la tarde, mientras que Gonzalo y el tío trabajaban con las instalaciones de agua, me puse a hacer las pruebas de las mezclas. Revoqué una parte de la parede. A continuación, el otro lado. Después de una hora, estaba todo seco. La primera prueba (1:1) era perfecta, dura como una piedra, como Marcelo me habia dicho, la segunda prueba muy poco agrietada.
Pasé a revocar una pared interior con Gonzalo. Quedó hermoso! 

Al día siguiente, El abañil vino, le mostré nuestro trabajo y se quedó boquiabierto. Me preguntó: "¿Qué es este pegamiento de harina??". Le pasé la receta y lo dejé trabajando en otra pared. Sin embargo, parece algo hizo mal, porque su pared quedó agrietada. Hoy, cuando vuelva, voy a enseñarle de nuevo como se hace un buen revoque!

Casi nos caimos en la comodidad de lo convencional. Pero estoy feliz por el "casi". Devolvimos todas las cajas de impermeabilizante apestoso y compramos una gran cantidad de bolsa de harina.

La receta final para nuetro revoque es: 
1 carrito de arena
1 carrito de tierra
1 balde de engrudo (pegamiento de harina blanca )
1 balde de estiércol fresquita

2 comentários:

  1. Olá!

    Qual a receita do grude?
    Gostaria de tentar esse reboco. :)


    Obrigada!

    ResponderExcluir
  2. A receita do grude é:

    INGREDIENTES
    2 xícaras de chá de água
    2 colheres de sopa de farinha trigo
    1 colher de sopa de vinagre branco

    MODO DE FAZER:
    1. Coloque para ferver 01 xícara e meia de água.
    2. Dissolva as 02 colheres de farinha de trigo em 1/2 xícara de água fria.
    3. Abaixe o fogo e, de uma só vez, derrame na água fervendo a farinha já dissolvida.
    4. Vá mexendo sempre, por mais ou menos 10 minutos
    (Vai ficar como um mingau, desprendendo-se da panela)
    5. Desligue o fogo e acrescente 01 colher de vinagre branco.
    ( O vinagre tem função antifúngica )
    Mexa bem.

    Se preferir pode passar pelo coador.
    Deixe esfriar.
    Pode ser guardada na geladeira por mais ou menos 15 a 20 dias, em pote fechado.

    ResponderExcluir

Acho que isso também te interessa.../Creo que tambien te va a interesar...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...